Le Monde Diplomatique - Edição Portuguesa - Tenacidade crítica,…
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«Aos Nossos Amigos»: a poética entrada da vida da juventude

Aos Nossos Amigos, em exibição nas salas de cinema, lembra o título de outro filme sobre a juventude – Aos Nossos Amores (À Nous Amours, 1983), de Maurice Pialat. Nesta sua segunda longa-metragem, o madrileno Adrián Orr filma uma variação poética do fim de um ciclo e a entrada na vida adulta. Depois da tensão dos exames nacionais, Sara Toledo, jovem dos subúrbios proletários da capital espanhola,…

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E depois do adeus ao Pacote Laboral?

9 de julho, 5.ªf, 18h00 Inscrições abertas Local SPGL, R. Fialho de Almeida, n.º 3 (Lisboa) Depois de 11 meses marcados por uma intensa mobilização nas ruas e nos locais de trabalho – greves gerais, manifestações, reuniões, intervenções, artigos e debates –, no dia 19 de junho a proposta do governo de Luís Montenegro de «Reforma Laboral “Trabalho XXI”» foi derrotada no Parlamento. A rejeição por…

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E depois do adeus ao Pacote Laboral?

9 de julho, 5.ªf, 18h00 Inscrições abertas Local SPGL, R. Fialho de Almeida, n.º 3 (Lisboa) Depois de 11 meses marcados por uma intensa mobilização nas ruas e nos locais de trabalho – greves gerais, manifestações, reuniões, intervenções, artigos e debates –, no dia 19 de junho a proposta do governo de Luís Montenegro de «Reforma Laboral “Trabalho XXI”» foi derrotada no Parlamento. A rejeição por…

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Sob a Força das Coisas. Olhares Cruzados Sobre Dinâmicas de Subalternidade Social: Portugal, França e Bélgica

Organizado por Virgílio Borges Pereira e Yasmine Siblot Edição: Outro Modo 2026 | Preço: 18 € Encomendas em: outromodo.livros@gmail.com Índice de Artigos Sob a força das coisas: olhares cruzados sobre cinco problemas sociológicos. NOTA INTRODUTÓRIA Virgílio Borges Pereira e Yasmine Siblot p. 9 PROBLEMA SOCIOLÓGICO I: O TRABALHO E A ESCOLA NAS ESTRATÉGIAS DE REPRODUÇÃO SOCIAL p. 19 Mobilidade…

Sob a Força das Coisas. Olhares Cruzados Sobre Dinâmicas de Subalternidade Social: Portugal, França e Bélgica

Organizado por Virgílio Borges Pereira e Yasmine Siblot Edição: Outro Modo 2026 | Preço: 18 € Encomendas em: outromodo.livros@gmail.com Este livro «procura abrir espaço para o aprofundamento do questionamento sociológico e para um universo de investigação (…) merece a atenção de quem se interessa por compreender as recomposições sociais vividas nas sociedades estudadas, tendo presente,…

Lisboa à venda: alienação de património público e crise habitacional.

Sexta-feira, 19 de Junho, às 18h Conversa com Luís Mendes e Ana Jara, com moderação por Eugénia Pires. Entrada livre Livraria Tigre de Papel Rua de Arroios, n.º 25 (Lisboa) A crise da habitação é hoje um fator decisivo das desigualdades que afetam o país. Em Lisboa, o caso da alienação de ativos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa prolonga uma estratégia que abdica de reforçar o stock…

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A crise no Mali serve os propósitos da Argélia

Pela primeira vez, em maio de 2026, o exército maliano lançou bombas de fragmentação, proibidas pelo direito internacional, no norte do país. Apesar da intensificação das «operações antiterroristas», os jihadistas e os seus aliados tuaregues estão a aumentar o seu domínio territorial. A Argélia, indispensável para qualquer solução política, pretende recuperar a sua influência na região. Há…

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As metamorfoses do delta do Ganges

Na fronteira entre a Índia e o Bangladeche, dois gigantes desaguam no oceano: o Ganges e o Brahmaputra. À medida que os seus braços se ramificam, estes rios formam o maior delta do mundo, que se estende por vários milhares de quilómetros quadrados. Durante muito tempo em conflito, grandes felinos e habitantes tentam resistir ao afluxo de turistas, aos ciclones e à subida das águas. Os Sundarbans…

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O desaparecimento da esquerda indonésia

Até meados da década de 1960, a Indonésia tinha um dos maiores partidos comunistas do planeta. Hoje, três décadas depois do fim da sanguinária ditadura do general Suharto, a esquerda está a ter dificuldades em renascer neste país. A repressão atingiu com severidade e enfraqueceu duradouramente as organizações progressistas, mas o recuo aconteceu também noutro terreno: o da ideologia. Em 2025,…

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A acutilância de 18 Buracos para o Paraíso

Nas salas de cinema a partir de 10 de junho, o novo filme de João Nuno Pinto leva o espectador a um verão abrasador no Alentejo. Entre seca e campos de golfe, entre trabalhadores que se tenta ignorar e proprietários abastados, um retrato social e ambiental de uma região. Estamos longe dos grandes centros urbanos, em 18 Buracos para o Paraíso, terceira longa-metragem de João Nuno Pinto, escrita…

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Esperanto: língua da esperança

Concebida como elemento de união dos povos, o esperanto continua a ser aprendido, falado, escrito. A Associação Portuguesa de Esperanto é um exemplo, com as suas atividades, do interesse que esta língua suscita. Pode uma língua (um sistema de signos que exclui todos os outros, que diferencia, que tanto une uma comunidade de falantes como a demarca e separa de todas as outras) ser, não um…

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Descritivas Memórias

Francisco da Silva Dias Editora Caleidoscópio, Lisboa, 2025, € 29,68, 332 pp. A seguir à Segunda Grande Guerra, os arquitetos portugueses viveram uma histórica disputa ideológica entre quem defendia a ideia de uma arquitetura nacional e conservadora, afeta aos ditames do regime, e uma arquitetura internacionalista e moderna como a que brotava pelo mundo fora. É neste contexto que, em 1955, o…

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A autenticidade é uma virtude política?

A história associou tão intimamente política e boa educação — pelo menos na aparência — que a grosseria é agora vista como uma transgressão. Surge um novo estilo de dirigente, feito de ameaças, insultos e motosserras. Os seus adeptos entendem que são «autênticos» face ao poder instituído. Mas a sua resposta ao descrédito da política institucional contribui para o agravar. Enquanto participava no…

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Brecht não é um mestre

As tutelas exigem que os teatros subsidiados sejam políticos, o que significa cumprir a abordagem dos temas pré-selecionados. Muitos artistas querem lutar contra a ameaça da extrema-direita. Dito de outro modo, o ambiente é propício ao teatro político. O qual não deverá ser confundido com uma pedagogia virtuosa. É realmente o momento de ler Bertolt Brecht. Hoje, neste mau tempo que é o nosso,…

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O 282 da rua AB

… entrei num lugar no mundo que fica mais ou menos a meio da rua onde moro há quarenta e cinco anos./ é uma casa, aberta a quem toca, que se chama precisamente «o meu lugar no mundo»./ e o que vem a ser isso, perguntei eu a quem lá me recebeu?/ porquê «meu» e não «nosso»?/ na verdade é bom estar num lugar nosso e sentir que se está igualmente e em igualdade no lugar de cada eu./ como é bom estar…

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Conquistas e contratempos dos anos Petro

Em muitos Estados da América Latina, o vento da vitória enfuna as velas da direita. Ao fim de quatro anos agitados à frente da Colômbia, Gustavo Petro (esquerda) impôs reformas sociais, mas não conseguiu a paz com as guerrilhas. Irá o seu balanço permitir ao candidato Iván Cepeda manter o país no campo progressista? Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, prestou…

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«Por Todos Nós»

O Teatro Aberto apresentou no dia 21 de maio, em estreia mundial, Por Todos Nós, o nome que homenageia os cerca de 5 mil revoltosos que fizeram o golpe militar de 25 de Abril de 1974. Em 2014, Lídia Jorge publicou a primeira epopeia literária sobre a revolução e chamou-lhes Os Memoráveis. Por Todos Nós, com libreto de João Lourenço e Vera San Payo de Lemos, a partir do romance Os Memoráveis, de…

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«A tempestade que o mercado não preveniu»

Sexta-feira, 22 de maio, às 18h Conversa com Vera Ferreira e Luís Fazendeiro, com moderação de Fernando Ramalho. Entrada livre Livraria Tigre de Papel Rua de Arroios, n.º 25 (Lisboa) A catástrofe que este Inverno atingiu Portugal, e muito em particular os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém, mostrou que o país não está preparado para fenómenos extremos que, é sabido, vão multiplicar-se e…

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«A tempestade que o mercado não preveniu»

Sexta-feira, 22 de maio, às 18h Conversa com Vera Ferreira e Luís Fazendeiro, com moderação de Fernando Ramalho. Entrada livre Livraria Tigre de Papel Rua de Arroios, n.º 25 (Lisboa) A catástrofe que este Inverno atingiu Portugal, e muito em particular os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém, mostrou que o país não está preparado para fenómenos extremos que, é sabido, vão multiplicar-se e…

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Pela autogestão do quotidiano

Tinha nascido em Valpaços e foi deixando-nos que para lá regressou. Custou-lhe sair «da terra» ainda adolescente e trocá-la pela cidade. Maria da Conceição Ramos — quando chegou à primeira casa, perguntaram-lhe pelo nome completo, achava que por causa da correspondência. Depois, chamaram-lhe só Maria. Servir em casa alheia, fazer algum para ajudar a família, suportar a solidão. Só lhe falavam…

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Nas origens da limpeza étnica

A apropriação das terras e dos recursos da Palestina não começou com as grandes expulsões de 1948. Já na altura do mandato britânico, o movimento sionista imaginou e iniciou um processo de colonização avançada, que implicava a aniquilação das populações, das estruturas e das culturas preexistentes. Não demorou muito até os confrontos rebentarem. Em meados da década de 1920, o movimento sionista…

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«O Fogo do Vento» das pessoas e do Alentejo

Primeira longa-metragem de Marta Mateus, O Fogo do Vento teve estreia mundial no Festival de Cinema de Locarno e estará em exibição nas salas de cinema nacionais a partir de 21 de maio. Está enraizado na vida das gentes da região alentejana. «Este é o universo da minha infância, enquanto uma experiência das raízes, do conhecimento do território e de uma forma de pensar», afirma Marta Mateus,…

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Na Cisjordânia, o vinho ao serviço da colonização

Nos territórios ocupados da Cisjordânia, as vinhas estão a expandir-se cada vez mais. Produzidos em terras confiscadas aos palestinianos com o apoio constante de Telavive, os vinhos israelitas prosperam e são exportados. Bastam alguns atos de dissimulação para que a sua origem seja esquecida e sejam escoados no mercado europeu. As filas de vinhas recém-plantadas acompanham as colinas ondulantes…

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O Agente Secreto: do Recife a Hollywood

Passado quase inteiramente na cidade do Recife, de onde o realizador é natural, O Agente Secreto conta a história de Armando, um homem marcado para morrer. A predeterminação desta morte é estabelecida nos momentos iniciais do filme, numa altura em que desconhecemos ainda a identidade do protagonista. Kléber Mendonça Filho introduz o fugitivo interpretado por Wagner Moura como uma figura póstuma,…

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Pacote Laboral e Reforma do Estado, duas mudanças desastrosas.

Sexta-feira, 24 de Abril, às 18h Conversa com Sebastião Santana e José Feliciano Costa, com moderação de Sandra Monteiro. Entrada livre Livraria Tigre de Papel Rua de Arroios, n.º 25 (Lisboa) A realização em 11 de dezembro último de uma greve geral com uma adesão histórica forçou a entrada no espaço mediático de debates sobre o carácter socialmente regressivo das propostas do governo de alteração…

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Campeonato do Mundo de Futebol: não há bilhetes para os pobres

Entrada livre Terça-feira, 24 de março, às 18h00 Conversa com Luís Cristóvão, Eupremio Scarpa e João Santana da Silva, com moderação de Luís Bernardo Livraria Tigre de Papel Rua de Arroios, n.º 25 (Lisboa) O Campeonato do Mundo de Futebol masculino, que terá lugar na América do Norte entre 11 de Junho e 19 de julho, anunciava-se como sendo mais aberto, com o aumento do número de países…

Porquê a Gronelândia?

Pela primeira vez desde a assinatura do Tratado do Atlântico Norte em 1949, foram destacadas tropas para dissuadir um membro da Aliança de se apoderar de território de outro membro. O capricho imperialista de Donald Trump pela Gronelândia coloca à prova os seus «aliados» europeus. A sobre-exposição geopolítica da Gronelândia deve provavelmente muito ao mapa-múndi desenhado por Gerard Mercator em…

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Soberania digital, o dia seguinte

O que aconteceria se, de repente, uma administração americana cortasse os serviços digitais americanos para toda a União Europeia? O dia seguinte, em forma de 1 de abril. «O meu cartão não está a funcionar. Tem troco?» Já traído pelo despertador e pelo telemóvel — que são um só —, Jules tem dificuldade em apanhar o 189. Os painéis informativos dos autocarros estão avariados neste dia 1 de abril…

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