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  "publishedAt": "2026-06-09T21:15:26.000Z",
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    "Minha Série",
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  "textContent": "Com Contatos Imediatos de Terceiro Grau e E.T: O Extraterrestre, Steven Spielberg poderia fazer diversas versões problemáticas de Guerra dos Mundos que isso não o tiraria dele o título de mestre em contar histórias sobre alienígenas. Felizmente, Dia D, que estreia nos cinemas na próxima quinta-feira (11),**mostra que o cineasta ainda domina bem o gênero que o consagrou**.\n\nAo contrário do que o título do filme dá a entender, ele não é uma história sobre guerra, mas sim sobre uma grande conspiração organizada pelo governo dos Estados Unidos e uma organização que opera fora dos limites da lei. Tudo começa com a fuga empreendida por Daniel Kellner (Josh O’Connor), um especialista de segurança que roubou grandes segredos de seu empregador, a Wardex.\n\nA história não faz segredo que o material contém provas de que, há quase 80 anos, alienígenas visitam o planeta e são alvos de experimentos cruéis. Com a ajuda de aliados cujas identidades são reveladas aos poucos, Kellner pretende compartilhar com o mundo a verdade e deixar que todos saibam que não estamos sozinhos no universo.\n\n## Dia D conquista traz roteiro afiado e ritmo intenso\n\nO que mais chama a atenção em Dia D é o fato de que ele sabe combinar muito bem mistérios com elementos que são revelados sem grande cerimônia. Desde os minutos iniciais fica definido que alienígenas realmente existem e que o governo não quer que saibamos sobre eles — **a existência deles ou quais são suas características não são o foco, como costumam ser em outras narrativas do gênero**.\n\nUma grande conspiração está no centro de Dia D. Imagem: Divulgação/Universal Pictures\n\nNo entanto, é somente aos poucos que a história explica porque Kellner está disposto a arriscar sua vida para revelar a verdade. E o mesmo acontece com as motivações de Margaret Fairchild (Emily Blunt), uma apresentadora da previsão do tempo da cidade de Kanas que, após um encontro inusitado com um pássaro, começa a demonstrar comportamentos estranhos.\n\nO roteiro de David Koepp é ágil e sempre está transportando os personagens rumo a lugares e objetivos diferentes, entregando respostas pelo caminho — que geralmente vem acompanhadas de novas perguntas. Quem ajuda a organizar bem o ritmo das revelações é o misterioso Hugo Wakefield que, em uma interpretação inspirada de Colman Domingo, assume o papel da figura que sabe o que está acontecendo, mas só vai entregar mais informações quando estritamente necessário.\n\nTambém merece destaque o trabalho de Colin Firth como o vilão Noah Scanlon, que usa os artefatos dos alienígenas para manipular e encontrar os protagonistas. Ao mesmo tempo que o vilão demonstra crueldade, ele também exibe um lado humano que ajuda o público a entender suas decisões e determinação de esconder a verdade.\n\nColin Firth interpreta um vilão cruel, mas com um lado muito humano. Imagem: Divulgação/Universal Pictures\n\nAlém de trazer boas atuações, Dia D acerta por saber combinar bem momentos de tensão, trechos mais filosóficos — com direitos a discussões sobre a natureza de Deus —, cenas cômicas e momentos de ação. **Devo destacar a cena envolvendo um trem** , que surpreende tanto pelo desespero que transmite quando pelas reações intensamente humanas que desperta em seus protagonistas.\n\nNo entanto, o maior acerto de Spielberg e Koepp é contar uma história que não tem medo de deixar elementos não explicados. Como em outras obras do diretor, Dia D traz um certo toque de magia à sua ficção científica e não dedica muitos momentos a explicar como funcionam certas tecnologias, o que contribui para preservar suas naturezas essencialmente alienígenas.\n\nEle também conquista por manter elementos aparentemente sem sentido, mas que fazem parte da assinatura do diretor. Tal qual E.T: O Extraterrestre, os perseguidores de Kellner e Margaret são somente competentes o bastante para fazer com que os protagonistas se sintam em perigo — mas são incapazes o suficiente para permitir que uma rota de fuga sempre esteja à disposição.\n\n## Vale a pena assistir Dia D?\n\nEm meio a uma história sobre alienígenas, conspirações e corrupção governamental, **Dia D é essencialmente um filme sobre a importância da empatia de abraçar elementos que vão além da individualidade humana**. E isso fica bem claro na trama secundária que perpassa a narrativa e que envolve uma grande guerra que pode colocar fim ao mundo — sobre a qual a vida fora da Terra não tem qualquer responsabilidade.\n\nDia D mostra por que Spielberg continua relevante em Hollywood. Imagem: Divulgação/Universal Pictures\n\nCom visuais espetaculares e elementos que mexem com teorias da conspiração famosas, o filme tem poucos mais de 2 horas de duração que passam voando. E, caso você não goste de experiências de terror e tenha ficado com um pé atrás com os trailers, não se preocupe — a trama tem suas reviravoltas e referências ao gênero, mas em nenhum momento é assustador.\n\nComente nas redes sociais do Minha Série! Estamos no Threads, Instagram, TikTok e até mesmo no WhatsApp. Venha acompanhar filmes e séries com a gente!",
  "title": "Dia D prova que Spielberg ainda domina histórias sobre alienígenas"
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